publicada no dia 14/04/2017 | atualizada no dia 14/04/2017

A bioquímica do Jejum Intermitente

Saiba o que acontece quando estamos em um jejum prologando.

A bioquímica do Jejum Intermitente

O que é jejum? O jejum inicia-se quando os níveis de insulina caem e o de glucagon sobe, ou seja, é o período em que nós não damos nutrientes ao nosso organismo.
Insulina: Hormônio secretado pelo pâncreas para realizar a captação da glicose no sangue para às células. O Glucagon faz o processo antagônico da insulina, esse hormônio mantém os níveis de glicose sanguíneo através de vários processos bioquímicos.

O jejum intermitente não é uma dieta. É um método, uma filosofia com vários benefícios segundo estudos, onde o indivíduo passa de 12h a 16h, ou mais, sem se alimentar, contudo, a intenção deste artigo é mostrar a bioquímica do jejum intermitente.


O que acontece quando fazemos Jejum intermitente?

Com o glucagon elevado, inicia-se alguns processos bioquímicos para manter o nosso organismo com o “combustível” necessário. É acompanhado por um aumento do hormônio do crescimento (GH) e do cortisol. Para manter as nossas células com energia, ocorre um processo chamado glicogenólise hepática, que é a degradação de glicogênio do fígado para gerar substrato energético para a células, e também a lipólise (quebra de gordura) no tecido adiposo. Após 12h de jejum as reservas de glicogênio estão zeradas e começa a neoglicogênese, que é a obtenção de glicose através de outros substratos, tais como aminoácidos, lactato e glicerol. Os triglicerídeos do tecido adiposo são uma das principais fonte de energia durante o jejum, através da oxidação direta de ácidos graxos ou dos corpos cetônicos. Ao perdurar mais o tempo de jejum, a neoglicogênse reduz, e com a beta-oxidação dos ácidos graxos e a lipólise aumentam cada vez mais. É por isso que muitos profissionais da área, ao falar de jejum intermitente, dizem que é um método eficaz para emagrecer.
O principal substrato energético do cérebro é a glicose, todavia, no jejum prologando o mesmo utiliza-se de corpos cetônicos como fonte de energia, reduzindo a utilização da glicose.